Japonês processa universidade para poder estudar

   

Parece coisa de país em desenvolvimento, mas aconteceu em Fukuoka, a quarta maior província do Japão.

Um candidato tentou a matricula no curso de nutrição e foi recusado por ser do sexo masculino. A instituição de ensino em questão é a Universidade Feminina de Fukuoka (FWU) que é pública e, portanto, proibido de discriminar seus alunos pelo sexo, conforme a constituição japonesa.

Segundo seu advogado, caso a universidade fosse particular, a questão poderia ser diferente já que essas instituições possuem mais liberdade em suas diretrizes, mas em se tratando de uma entidade publica, ela vai contra a constituição.

Antigamente as universidades voltadas somente para o sexo feminino tinham lá seu lado positivo, porque dariam mais oportunidade de ensino para as mulheres na tentativa de ajudá-las a se inserirem no mercado de trabalho.

Os tempos são outros e essa preocupação parece não ser mais necessária.

Segundo especialistas no assunto, hoje em dia 93% dos alunos na área de nutrição são mulheres, restando somente 7% para os marmanjos que querem trabalhar na área, invertendo completamente a questão. Outra razão é que não existe nenhuma lei que permita universidades públicas somente para mulheres, e para piorar, a Universidade Feminina de Fukuoka é a única que possui o curso de nutrição e, portanto, a única opção para quem mora na cidade.

Quando falo que num país tão avançado tecnologicamente como o Japão, ainda existem coisas do arco da velha, tem gente que não acredita.

Fukuoka Wome'n University