Japoneses reféns dos trogloditas

   

Caiu como uma bomba a notícia de que dois japoneses foram capturados pelos membros do grupo jihadista.

Ambos estavam no seio do conflito e já eram veteranos tarimbados quando o assunto é o Estado Islâmico.

Os trogloditas pediram um resgate de 200 milhões de dólares, e o primeiro ministro Shinzo Abe não parece estar disposto a pagar essa quantia em troca da vida dos rapazes.

Kenji Goto (47) é um jornalista free lancer que adora aventuras. Em dezembro deixou gravado um vídeo onde dizia que iria entrar na Síria mesmo sabendo do perigo e risco de morte. Alertou de que não se deveriam procurar culpados caso fosse capturado.

Haruna Yukawa (42) era um aventureiro que gostava de tirar fotos carregando metralhadoras ou dentro de carros blindados. Parece que adorava todo aquele conflito, sem ligar para os riscos eminentes. Deve ter sido capturado em outubro do ano passado quando seus parentes perderam o contanto.

Shizo Abe disse que tentará todos os meios diplomáticos para conseguir a libertação dos reféns, e parece que apelará até para os presidentes dos países em conflito.

Os técnicos em informática japoneses estão "estudando" o vídeo para saber se as imagens são verdadeiras. Especialistas dizem que tudo parece ter sido uma grande montagem de imagens, pois as sombras dos respectivos corpos refletidos no chão estão em direções opostas, o que mostra que foram filmados em dias diferentes. Outro alega que os semblantes dos reféns estão serenos, o que não seria natural numa situação dessas.

No vídeo mostrado pela TV japonesa, apenas a roupa laranja de Yukawa é que balança ao vento, o que deixam ainda mais dúvidas sobre a veracidade do vídeo.

Mesmo que vídeo seja apenas uma montagem, é fato que os dois foram capturados e o governo japonês está numa encruzilhada porque países como Espanha, França, Itália, Noruega, Guatemala e Peru pagaram o resgate em troca da vida dos envolvidos.

Um problema tão grave quanto conseguir colocar a economia japonesa nos eixos, conforme a expectativa dos economistas do governo atual.

Vamos ver como se sairá o primeiro ministro numa situação dessa.

Goto, Yukawa e o troglodita