HULK

   

O sucesso de X-Men e Homem-Aranha fez com que os estúdios que haviam comprado direitos para cinema de personagens da Marvel Comics iniciassem a produção de novos filmes baseados nos quadrinhos da editora. A Universal, que tinha em seu poder o Hulk contratou o taiwanês Ang Lee, que vinha do sucesso de O Tigre e o Dragão para dirigi-lo. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, que por sua vez se inspiraram em O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, o longa teve o roteiro escrito por John Turman, Michael France e James Schamus. Os roteiristas introduziram um trauma de infância que no futuro de Bruce Banner (Eric Bana) se revela o catalisador da transformação após a exposição do cientista aos raios gama. Ang Lee é um grande diretor e trouxe algumas soluções visuais bem interessantes para o filme, como o passar de páginas de uma revista de HQ. Hulk não é de todo ruim. Apesar das liberdades do roteiro, que procura imprimir uma pegada, digamos assim, mais realista, o que não convence mesmo é o próprio personagem-título. Totalmente gerado por computador através da tecnologia de captura de desempenho, o gigante verde parece não ter peso. É verdade que na época essa técnica não estava evoluída o suficiente. Deu até saudade do Hulk da série de TV dos anos 1970, onde ele era interpretado pelo musculoso Lou Ferrigno, que por sinal, faz uma ponta aqui ao lado de Stan Lee.

HULK (Hulk - EUA 2003). Direção: Ang Lee. Elenco: Eric Bana, Jennifer Connelly, Sam Elliott, Josh Lucas, Nick Nolte, Paul Kersey e Cara Buono. Duração: minutos. Distribuição: Universal.