SERGIO

   

O diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Melo trabalhou por 34 anos na ONU e esteve presente, e com sucesso, em diversas ações de paz do organismo. Em 2002 tornou-se Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos e foi designado para uma missão no Iraque, onde veio a morrer no ano seguinte, aos 55 anos, vítima de um atentado a bomba. A jornalista Samantha Power escreveu o livro O Homem Que Queria Salvar o Mundo, relato biográfico deste homem que seria, seguramente, Secretário-Geral da ONU. O cineasta Greg Barker primeiro fez um documentário, em 2009, a partir do material do livro e com acesso a farto material de arquivo. 11 anos depois Barker decidiu dirigir um filme de ficção inspirado na vida de Vieira de Melo. Temos então dois trabalhos com o mesmo título, Sergio. A história ficcional traz Wagner Moura no papel-título e faz um recorte da vida do cinebiografado tendo como pano de fundo o romance dele com a economista argentina Carolina Larriera, vivida por Ana de Armas, que teve início quando Vieira de Melo exercia o governo provisório no Timor Leste. De lá ele foi para Bagdá. O filme acerta em fazer um recorte, porém, não aprofunda as características que fizeram Vieira de Melo ter o respeito que tinha perante das autoridades mundiais. Dito isso, meu conselho é assistir ao filme e depois conferir o documentário. Funciona melhor nessa ordem.

SERGIO (EUA 2020). Direção: Greg Barker. Elenco: Wagner Moura, Ana de Armas, Brian F. O’Bryne, Bradley Whitford, Garret Dillahunt, Clemens Schick e Pedro Hossi. Duração: 118 minutos e SERGIO (EUA 2009). Direção: Greg Barker. Documentário. 94 minutos. Distribuição: Netflix.