E agora? Minha filha não veio com manual de instrução.

   

E agora? Minha filha não veio com manual de instrução.

Depois do nascimento, o mundo vira de cabeça pra baixo. Mudamos a rotina para cuidar única e exclusivamente do bebê. Quer coisa melhor? Conhecer cada pedacinho daquele corpinho (no meu caso, tentando achar alguma coisa que se parecesse comigo, porque carreguei nove meses e nasceu a cara do pai! ), observamos as caretas e o discreto sorriso, meio de lado, que faz o coração derreter de amor. Sim. Aquele espasmo era um sorriso pra mim. Kkkk.

Interpretar os sinais de um bebê não é uma tarefa tão fácil. Muitas mulheres leem alguns livros durante a gravidez. Também li alguns, mas devo ter utilizado a técnica da leitura dinâmica e perdi alguns trechos, só pode! No primeiro choro, veio aquele momento super mãe, ativar! Me achei. Tipo, agora é comigo! Será que só eu me achei?

Mas logo descobri que não era assim... ativar o quê? Nem sabia se era choro de fome, cólica, sono ou dor?!? E aí começa a incessante tentativa de desvendar os sinais e de como agir. Amamentei, coloquei de bruço, cobri, troquei a fralda, aqueci a barriguinha, amamentei de novo e tudo de novo e ao mesmo tempo. Afff! E continuei, errando e acertando. Diziam que era assim mesmo. Que tudo é adaptação. Aliás, quando falavam isso pra mim, virava os olhos 🙄 ( uso muito esta técnica, kkkk) . Até que finalmente, depois de alguns dias e das extenuantes tentativas, começamos a nos entender. E cada vez mais. Os momentos tornaram-se deliciosos e cheios de amor. E o cansaço? Como um passe de mágica, a gente esquece, vira rotina. Aliás, poderiam arrumar uma mágica pra gente ficar bonitinha nessa fase né? E o tal manual de instrução? Ah! Esse não vem pronto meeeeeeesmo! Cada mãe escreve o seu. E sinto em informar, sai fase, entra fase... estamos sempre tentando desvendar os sinais, como agir e escrever nas folhas em branco de um manual que não vem pronto.