Quando nasce um filho (a), nasce uma mãe.

   

Quando nasce um filho(a), nasce uma mãe.

Mulher vive aquela constante pressão. Por exemplo, é só namorar " firme" como diz minha mãe, casar, que lá vem a tal pergunta: quando vem o bebê? Não sei se foi assim com vocês, mas comigo...

A gravidez, para mulheres que querem ter filhos, é sempre aguardada. Momento único.

Me lembro que no primeiro sinal ou sintoma, corria pra fazer o teste, às vezes era alarme falso até que finalmente a palavra POSITIVO apareceu. GRÁVIDA!!!!!!

Daí vem aquela emoção. Sentimento de alegria e gratidão! No mesmo dia, soltei a barriga, relaxei! Veio aquela sensação maravilhosa de poder ser barriguda sem que ninguém comentasse nada. Que alívio!!! O corpo vai mudando devagar. As calças não fecham mais. Ninguém sabia se estava grávida ou gorda. Aff! Mas ainda assim, me sentia plena. Fui adaptando roupas, comprando novas e justas. Gostava mesmo era de mostrar aquela barriga. Colocava saltos altos (amo) e desfilava por aí. A fome parece nunca terminar. Comia compulsivamente, comia tudo que a dieta não permitia, aproveitando do tal momento barriguda, né? E na hora que senti aquele bebezinho mexendo na barriga???? É bom demais!!!! E quando soube que teria uma menina???? Morri! Na realidade, sempre soube que seria menina. Alguém aí já acertou também?

Vai passando o tempo e o espaço fica pequeno até que só podia dormir em uma posição. Sem contar o xixi. Haja xixi. Nunca imaginei ter tanto líquido dentro de mim.

E os meses passam, o corpo vai se preparando para o nascimento e junto com a alegria, vem a ansiedade. Que medo! Será que vou conseguir cuidar de um bebê? Tão frágil!

E então, chegou o dia. Tive contração durante a noite e na manhã seguinte, logo cedo, fui ao hospital para exames. Pronto. Estava na hora. Mesmo com contração, fui passear no shopping. Adoro shopping! Ouvi dizer que se subisse escadas, acelerava as contrações. Só pensava em escada. Não achei. Resolvi entrar no salão e fazer escova, mão... passar o tempo. E as contrações aumentavam. Saí, andei mais um pouco, e esperei. Até que no final da tarde, fiz o último exame e de lá, direto para hospital. Estava calma. Não consegui parto normal. Durante a cesariana, falava sem parar, que não é nenhuma novidade. Até que um choro forte me deixou muda. Nasceu! Linda! (cara de joelho tem o filho dos outros, kkkk) e quando trocamos o primeiro olhar, o choro cessou. O medo deu lugar ao amor mais puro e verdadeiro que existe. Assim, nasceu uma mãe!