Entrevista com a escritora e poetisa Valeria Borges da Silveira

   

Nossa entrevistada é a poetisa Valeria Borges da Silveira. Escritora, Poetisa e palestrante. Diretora Empresa Santa Barbara Produções. Diretora Geral HRLSS - Hospital Regional da Lapa São Sebastião. Presidente Associação Literária Lapeana. Presidente do Instituto Borges da Silveira. Coordenadora da UTIL - Universidade da Terceira Idade da Lapa. Membro de várias Entidades Culturais do Paraná. Autoria Livros: Rastos, Tantos Eus e Reticências - de poesias. Autoria crônicas "Penso Assim...”. Livro "Lapa Tropas e Tropeiros - Caminhos da História” (autoria: Valeria Borges da Silveira e Maria Ines Borges da Silveira). Participação e Organização de várias coletâneas. www.valeriaborgessilveira.com.br e www.livroseciavaleriaborges.com.br

1) Quando começou a escrever poesia?

Comecei a escrever na adolescência. Era bastante tímida e através da poesia passei a expressar melhor meus sentimentos. E os livros sempre foram meus companheiros. Leio e escrevo muito, não só poesias, mas também crônicas e contos.

2) Fale dos autores que influenciaram o seu estilo.

Vários autores me influenciaram e influenciam ate hoje. Entre eles: Fernando Pessoa, Helena Kolody, Cora Coralina, Cecília Meireles e Clarice Lispector. São autores que falam de sentimentos, de vivências, de metáforas, etc. Escrevo muito sobre os sentimentos, na maior parte sobre amor na sua plenitude, amor à natureza, amor à família, amor a Deus, amor sublime, enfim amor vivido em todos os sentidos.

‎3) Que lugar ocupa a Poesia na sua vida?

A poesia está inserida no meu dia a dia. Respiro poesia. Através da poesia retrato meus momentos de maior sensibilidade, onde busco transcrever o sentimento que vem "da alma".

4. Fale sobre os seus melhores poemas.

Procurei selecionar alguns poemas de fases diferentes. Alguns deles foram premiados. E todos os 10 escolhidos para a Antologia "Melhores Poemas". são poemas muito elogiados. Mas a escolha não foi tão fácil porque há vários outros que gosto muito.

5) Qual é a sua expectativa quando publica um livro?

Há uma grande expectativa no antes, durante e depois da publicação. Começando com a seleção e "aprimoramento" de alguns textos e/ou poesias. Se convidamos algum outro escritor ou alguém que atue na área cultural para prefaciar ou fazer a apresentação. Normalmente eu que faço e/ou escolho a capa. Acompanho toda organização gráfica, correções, diagramação, etc. E depois da publicação a expectativa maior é sobre o lançamento do livro e a "aceitação" no "mercado". Por isso acredito que ao se dizer "todo mundo tem que plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro" é no sentido principal de marcarmos nossa vida tal qual uma raiz - que ficará para sempre na história de nossa vida!

6) Tem algum ritual para escrever, como ouvir música, tomar um café ou algum outro?

Não existe uma regra. Mas muitas vezes escrevo sobre vivências e/ou convivências ou até mesmo quando ouço alguma música que me remete a alguma lembrança.

7) Como é seu processo criativo?

Na maioria das vezes eu penso em algum tema e passo a escrever. Deixo a inspiração fluir e depois aprimoro a escrita. Mas já aconteceu de eu "ter que escrever" para determinado evento e/ou homenagem e com prazo para concluir.

8) Na sua opinião a internet incentiva a leitura de livros ou prejudica? Depende muito. Quem gosta de ler, acaba lendo tanto os livros "físicos" quanto via internet. Contudo para pesquisas, principalmente nos lugares de mais difícil acesso, a internet muitas vezes é a solução.

9) Você acha que o poeta nasce ou ele se faz?

Existem os dois "modelos". Contudo creio que quando lemos bastante a escrita flui mais naturalmente.

10) Fale um pouco de seus planos para o próximo ano.

Dentro dos planos estão previstas várias participações em eventos e/ou projetos, algumas viagens e curtir muito minha filha, amigos e a família. Entre as participações: 1. Encontro de Academias, 2. Participar Lançamento de Coletâneas, 3. Lançamento de livros, 4. Retomar o projeto UTIL - Universidade da Terceira Idade da Lapa, 5. retomar o projeto "Ferias no Museu" - para crianças de 3 a 12 anos. Entre tantos outros projetos.