Poema de Lia Sena

   

alvissareiras

quem dera ainda

rosas que vicejem nos jardins

prímulas inocentes nas janelas

a enfeitar os dias, os sorrisos

quem sabe o aviso alvissareiro

de um novo sol

quem dera

não mais o infortúnio

girassóis confusos

a tatear a mínima fresta

de luz, de vida.

quem dera

não mais essa neblina impune

anuviando dias

e corações

quem dera

violetas, gérberas

e branquíssimas angélicas

anunciando paz

Lia Sena