Psicopatia - Poema de Siomara Reis Teixeira

   

PSICOPATIA

Que seja o vento frio da madrugada

nos pés e mãos e membros e o todo.

É quando indiferente e gélido,

o medo percorre a espinha,

assalta os sentidos primazes,

corre frente à confusão mental

que breve, forma-se e verte-se

em vértices de habilidade tácita

da ácida maldade que rompe,

arranca, destrói e esmaga.

Que seja o que for, isto ou aquilo;

do desejo insano da vingança vã

a inveja carregada de amor e de ódio.

Às vezes, paixão!

Ídolo e divindade.

Tão diferente, tão indulgente...

Tão com-pe-ten-te!

Autenticidade protegida contra cópias.

Outras, que de tanto admirar

sem poder reproduzir ou esboçar

movimentos, atitudes, obras ou sinais,

dantescamente, decompõem o, amar.

Siomara Reis Teixeira

Siomara Reis Teixeira, União da Vitória, 09/04/1965, poeta, ativista cultural, pós-graduada em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura, com ênfase em Literatura Infantil e Poesia Contemporânea. Autora dos livros: Acalanto, Entre o Amor e o Desencanto - abril, 2016 Lisboa, Portugal *Madri, Espanha; e Oestrus - novembro, 2015. Participou também de algumas antologias poéticas. Criadora e apresentadora do recital literomusical, Sarau Café, Poesia & Canção que está em seu 5º ano