Goleiro do Arsenal admite que ex-técnico de Neymar pega mais pesado do que Wenger

   

Arsène Wenger treinou o Arsenal de 1996 a 2018. Um recorde absurdo quando se pensa num treinador de futebol. Mas a grande verdade é que nos últimos anos os Gunners foram motivo de piada entre os grandes clubes da Europa e da Premier League. Agora, com a chegada de Unay Emery - técnico que não suportou a pressão de Neymar e as outras estrelas no PSG - o Arsenal está, digamos, bem mais competitivo. São quatro vitórias seguidas no Inglês, e mesmo às vezes jogando feio, se importa é com os três pontos. A última foi ontem contra o Everton, por 2 a 0 em casa.

Em entrevista coletiva após a partida, o goleiro Petr Cech deu a entender que o Unay se importa mais com as vitórias do que "jogar bonito", o que segundo ele, era prioridade na era Wenger. "Às vezes você precisa ter certeza que vai ganhar um jogo feio, quando você não está jogando completamente bem, precisa cavar mais fundo, fechar a porta e vencer por 1 a 0 não importa como". "Acho que foi isso que faltou nos últimos três anos, desde a minha chegada. Nós passamos momentos difíceis contra o Everton, mas lidamos com isso para vencer e ainda não tomar gols, o que é muito positivo".

Vale dizer ainda que o Unay é conhecido como um treinador que "peita" as estrelas sem medo. No PSG isso foi mais complicado, mas no Arsenal parece que o time está mais nas suas mãos. Pouco antes do jogo contra o West Ham United, ainda pela terceira rodada da Premier League, o técnico teria tido uma discussão feia com o meio-campista Mesut Özil e teria o tirado inclusive do banco. A informação foi bancada pelo jornalista da ESPN, João Castelo Branco, correspondente na Inglaterra, que chegou a ser ameaçado por torcedores do Gunners pelo Twitter. De fato, a moleza e letargia dos últimos anos com Wenger acabaram. O clube atualmente ocupa a sexta posição na tabela. Confira os gols da vitória contra o Everton.