Vinho Fortediga Cabernet - Syrah 2008

   

Olá, pessoal!

Tudo bem?

O post de hoje é mais uma resenha sobre um vinho que nos agradou bastante, o Fortediga Cabernet - Syrah 2008.

Esse vinho é produzido pela vinícola Fortediga, localizada na região da Toscana, na Itália. Além disso, para falar a verdade, não conseguimos lá muita informação sobre a vinícola, além do fato de que trabalha com cinco rótulos, que traduzem diferentes blends (três tintos e dois brancos).

Diversamente do que você poderia imaginar na primeira espiada no rótulo, o Fortediga Cabernet - Syrah 2008 é um blend de três uvas: a Cabernet Franc (30%), a Cabernet Sauvignon (30%) e a Syrah (40%). A fermentação ocorre em tanques de aço inoxidável, e 50% do vinho passa, posteriormente, por barris de carvalho, por 5 meses, antes do envasamento.

A Cabernet Franc e a Cabernet Sauvignon são uvas originárias da França (aliás, são duas das seis variedades permitidas para vinhos que ganham a denominação Bordeaux, ao lado de Merlot, Malbec, Carmenère e Petit Verdot). A Cabernet Franc é conhecida por ser mais leve, ter taninos mais redondos, e por ter aroma de frutas negras maduras e especiarias. Há quem defenda que essa uva, na realidade, teria origem no País Basco, e que teria sido levada à França por padres, mas não há consenso a este respeito. A Cabernet Sauvignon é a uva vinífera mais difundida no mundo, e muitas vezes é chamada de "a rainha das uvas". É o resultado do cruzamento entre a Cabernet Franc e a Sauvignon Blanc, e rende vinhos potentes, com taninos marcantes e aromas complexos que vão desde frutas negras e vermelhas frescas ou em compota, até azeitona e pimentão, por exemplo.

A Syrah é uma uva originária da região do Vale do Rhône, na França, que acabou se adaptando bem em muitas outras regiões do mundo - inclusive na América do Sul, especialmente no Chile e na Argentina, onde tem produzido vinhos com taninos potentes e acidez pronunciada. É, muitas vezes, utilizadas em blends (principalmente com Malbec, na Argentina, e com Cabernet Sauvignon, na Austrália, onde ganha o nome de Shiraz).

Quanto ao vinho, em si, vale dizer o seguinte: com quase 10 anos, dá para arriscar dizer que ele já passou pelo seu auge, mas continua, ainda, proporcionando uma experiência bastante interessante.

A nossa modesta opinião foi a seguinte: trata-se de um vinho realmente surpreendente pelo preço. Tem uma cor bonita, aroma de frutas negras e, no paladar, apresenta um bom equilíbrio entre frutas e madeira (e esta é, na nossa percepção, a sua maior virtude). A acidez é bem controlada, e os taninos são marcantes, mas redondos. A persistência também é boa. É um vinho ideal para dias mais frios.

Para a harmonização, sugere-se carnes vermelhas (principalmente as grelhadas) e queijos de meia cura.

É isso aí, pessoal!

Como sempre, estão todos convidados a participar.

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Um abração e "inté",

Thiago "Virgulino"