Vinho Perini Arbo Marselan

   

Olá, pessoal!

Tudo bem?

O post de hoje é mais uma resenha sobre um vinho.

A diferença é que o vinho, desta vez, é nacional, fabricado pela Vinícola Perini!

A família Perini chegou no Brasil ainda no Século XVIII, e a produção artesanal de vinhos começou em 1928. Foi, contudo, nos anos de 1970 que a produção começou a se profissionalizar, com o lançamento dos vinhos "Jota Pe" (homenagem a João Perini, que havia dado início à produção artesanal).

Foi a partir da década de 1990 que a vinícola começou a trabalhar com rótulos diversos, entrando no mercado de vinhos mais finos.

O vinho de hoje, contudo, é de um dos rótulos "básicos" da vinícola.

Tenho me divertido com uma tarefa pessoal de tentar encontrar vinhos nacionais agradáveis, por preços razoáveis.

Todo mundo sabe que o Brasil produz espumantes de excelente qualidade, inclusive alguns por preço bem acessível.

Quando pensamos em vinhos tintos, contudo, a conversa é um pouco diferente. Em geral, os tintos brasileiros de qualidade razoável chegam ao consumidor por preços que, para falar bem a verdade, permitem a aquisição de pares argentinos ou chilenos de qualidade consideravelmente superior.

Assim, na maior parte das vezes, você encontrará tintos brasileiros de qualidade razoável com preços acima dos R$ 80,00, por aí; e vinhos na faixa dos R$ 30,00 a R$ 40,00, aproximadamente, em que se encontra facilmente "defeitos" bem evidentes (como o excesso de determinados conservantes que prejudicam completamente o aroma).

Em resumo: encontrar um tinto nacional com preço razoável é possível, mas ainda bastante raro (isto, inclusive, é bem verdade, porque os comerciantes de todos os gêneros também não abrem muito espaço em suas prateleiras para os produtores nacionais).

Neste cenário todo, o vinho de hoje foi uma surpresa muito agradável!

O Perini Arbo Marselan tem um preço realmente muito bom, e apresenta algumas qualidades bem interessantes.

Para começar, é importante salientar que o Arbo não é dos rótulos mais sofisticados da vinícola, e que, evidentemente, o produto precisa ser avaliado na faixa de preço pelo qual é vendido (dito de outra forma, se você quiser algo de mais sofisticado da própria vinícola, precisará gastar um pouquinho mais).

O vinho é elaborado com a uva Marselan, de origem francesa. Essa uva é resultado de cruzamentos entre a Cabernet Sauvignon e a Grenache, e é cultivada na região do Languedoc, na própria França, sendo também presente no norte da Califórnia, nos EUA, na Suíça e em Israel. A Marselan também tem sido utilizada em tentativas de se introduzir técnicas de vinificação na China. São apontadas como características dos vinhos elaborados com essa uva os aromas de frutas vermelhas e especiarias, além de taninos pronunciados. No Brasil, não é muito fácil encontrar varietais produzidos a partir da Marselan.

A nossa impressão pessoal sobre o vinho de hoje foi a de que apresenta aromas discretos de frutas vermelhas e negras frescas; acidez presente, mas bem controlada; taninos redondos e agradáveis e boa persistência. A qualidade é realmente surpreendente, pelo preço.

Infelizmente, a vinícola não informou a safra (o que prejudica um pouco a análise de evolução desse rótulo ao longo do tempo), ficando, aqui, registrada a nossa crítica construtiva.

Para se ter uma ideia, as garrafas estavam sendo vendidas, no final de semana, em Londrina, na Mercearia Shiroma (no Mercado Shangri-lá) por R$ 16,50 cada, mas era possível levar 3 garrafas pelo preço de duas (inclusive variando as uvas), o que fez cada garrafa sair por inacreditáveis R$ 11,00 - não me comprometo com a manutenção dos preços, nem com os níveis dos estoques!

É sempre bom lembrar que a nossa análise é amadora e bastante subjetiva.

Como sempre, estão todos convidados a participar.

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Um abração e "inté",

Thiago "Virgulino"