"Decreto será a pá de cal das empresas de Londrina", diz presidente da Acil

por Vitor Ogawa - Grupo Folha
   

O presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Fernando Moraes, ressalta que será difícil os empresários aceitarem esse decreto de quarentena regional. "A reação será complicada. Será uma pá de cal no comércio de Londrina. Isso vai determinar o fechamento de vários estabelecimentos. Até agora o Estado não concedeu isenção de impostos para os empresários. Não isentou o ICMS. A gente vem escutando as declarações do prefeito todo domingo, que o Estado não se pronunciou em nada sobre isso", afirmou Moraes.

Ricardo Chicarelli/Grupo Folha

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Em nota, a Acil afirma que recebeu com surpresa o anúncio do Governo do Estado na tarde desta terça-feira (30), onde suspende o funcionamento dos serviços considerados não essenciais por 14 dias.

"Desde o início da pandemia da Covid-19, Londrina batalhou e se organizou através de um esforço conjunto do Poder Público e diversas entidades da cidade para garantir estrutura adequada ao setor de Saúde, em especial no que diz respeito aos leitos de Unidades de Terapia Intensiva."

A entidade também se preocupa com o fato do anúncio determinar o novo fechamento das atividades econômicas a partir de quarta-feira (1º), "sem dar a chance dos estabelecimentos se organizarem de forma adequada para tentar resistir novamente a duas semanas de fechamento".

A ACIL ainda questiona quais são os recursos financeiros disponibilizados pelo governo do Estado a fim de ajudar as empresas a sobreviverem em um cenário de crise.

"Por fim, a entidade solicita o esclarecimento dos critérios adotados para incluir Londrina no Decreto 4942; sobre o índice tripartite, uma vez que a taxa de testagem de Londrina é melhor que outras cidades que permaneceram abertas; além da revisão dos critérios de incidência, uma vez que outras cidades que permaneceram abertas têm mais casos que Londrina."

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