Curso aborda influência do machismo no adoecimento de mulheres

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

Como o machismo provoca problemas emocionais, cognitivos e comportamentais e como profissionais da área de psicologia podem identificar e ajudar pessoas em sofrimento? O curso "Introdução à Análise do Comportamento e Feminismo: Implicações na Prática Clínica", promovido pelo Núcleo Evoluir, vai abordar essa temática. O evento será no dia 2 de dezembro, a partir das 9h, no auditório principal do Edifício Torre di Pietra, que fica na Avenida Ayrton Senna da Silva, 500, Gleba Palhano.

As responsáveis pelas aulas serão as psicólogas Amanda Oliveira de Morais (UEM/IMPAC) e Marcela de Oliveira Ortolan (UEL), ambas do coletivo Marias & Amélias de Mulheres Analistas do Comportamento. No período da manhã, o curso vai abordar a o impacto do machismo na vida das mulheres e a compreensão do feminismo por uma perspectiva científica, inclusive como campo teórico e político. À tarde, a partir das 14h, haverá sessão do CinEvoluir com exibição e discussão do filme Histórias Cruzadas. Como já é tradicional, o Cine oferece coffee break, pipoca e refrigerante durante o filme e certificado.

Reprodução/Pixabay

No curso, Marcela e Amanda vão apresentar casos clínicos para o treino de identificação de situações machistas e apontar as possibilidades de intervenções coerentes com a Análise do Comportamento e o Feminismo. "Vamos mostrar e discutir variáveis machistas presentes no desenvolvimento humano e, consequentemente, na produção de problemas emocionais, cognitivos e comportamentais", reforçam.

Para elas, todas as relações sociais das mulheres são afetadas pelo patriarcado, da vida privada (casamento, namoro, família, amigos) à vida pública (trabalho, eventos, participação política). As diferentes formas de violência - física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, entre outras - são produtoras e produto desta cultura.

"Os efeitos da violência provocam diminuição da autoestima, isolamento, dificuldades nas interações sociais e aumento da probabilidade do desenvolvimento de depressão, ansiedade e transtorno de stress pós-traumático. Além disso, as lesões físicas, que vão de hematomas ao feminicídio, podem provocar adoecimento e DSTs", antecipam.