Prefeitura quer turbinar caixa da Acesf para construir capelas mortuárias

por Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
   
Divulgação

O prefeito Marcelo Belinati (PP) quer "turbinar” o caixa da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários) de Londrina com R$ 500 mil para a construção de duas capelas mortuárias na sede da antiga usina de asfalto Pavilon, na zona sul da cidade.

Os recursos entrariam no caixa da Acesf como contrapartida para as obras, cotadas em R$ 1,18 milhão. Para suplementar o orçamento, a administração municipal necessita de autorização da Câmara de Vereadores e o projeto de lei tramita desde o dia 15 de setembro.

Na justificativa do PL, Belinati argumenta que a Acesf administra 18 capelas mortuárias nas áreas urbana e rural de Londrina, mas que há carência delas na zona sul da cidade, "o que nos tem trazido algumas solicitações da comunidade local, bem como da Câmara Municipal”. O texto do Executivo elenca seis indicações datadas de 2019 que sugerem a instalação das unidades de velório na região, além de pedidos de moradores nas discussões do Plano Diretor.

Segundo o superintendente da Acesf, Leonilso Jaqueta, caso o PL seja aprovado, devem ser construídas duas capelas e uma área de convivência em um espaço de 600 metros quadrados de área construída.

Cada uma das capelas terá capacidade para 30 pessoas sentadas, mais uma antessala com a mesma capacidade. Além disso, uma área externa coberta também oferecerá bancos e espaço para pessoas em pé - o número de lotação desta área não foi calculado pela Acesf.

Os planos da Acesf são de licitar a obra ainda este ano, mas a execução só deve começar em 2021.

Localizada na Avenida Guilherme de Almeida, a antiga Pavilon foi desativada em 2009, por solicitação do Ministério Público e do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), por consequência dos danos ambientais na região.

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