Inquérito do assassinato do ex-presidente do Nacional de Rolândia aponta crime passional

por Rafael Machado/Grupo Folha
   
Reprodução/Facebook

A Polícia Civil finalizou nesta quinta-feira (24) o inquérito da morte de José Danílson Alves de Oliveira, 58 anos, presidente de honra do Nacional de Rolândia (NAC) assassinado a facadas pelo jogador Vinícius Henrique Corsini da Silva, 20. O crime aconteceu no final da tarde de 16 de setembro no centro da cidade. Oliveira foi inicialmente levado ao Hospital São Rafael e transportado depois ao Hospital do Coração, em Londrina. A morte foi confirmada perto de 21h30 do mesmo dia.

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O delegado Bruno Silva Rocha entendeu que o homicídio foi cometido por razões passionais. Como cogitado no início da investigação, Corsini disse que matou Danílson porque ele teria flertado com sua mãe. Segundo o relatório da polícia, a mulher confirmou em depoimento a versão dada pelo filho. Um funcionário de uma empresa que o ex-dirigente era sócio, que também foi ouvido, ratificou os fatos.

No inquérito, Rocha classifica como "desproporcional" a ação praticada por Corsini. O delegado o indiciou por homicídio duplamente qualificado. Ele concluiu que o assassinato foi praticado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa de Oliveira. Amparada por câmeras de segurança da região onde o crime foi registrada, a Polícia Civil compreendeu que houve intenção do atleta em matar. Nas imagens, conforme descrito no documento, o rapaz fica bastante tempo sentado no banco de uma praça localizada na frente da empresa de Danílson.

Saiba mais sobre a resposta da defesa do jogador Vinicius Henrique Corsini na Folha de Londrina.

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