Operação da PF chamada "Rei do Crime" cumpre mandados em Londrina

por Redação Bonde
   
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que existe há mais de uma década cumpre mandados em Londrina e outras cidades do país na manhã desta quarta-feira (30). Ao todo, foram interditadas mais de 70 empresas e bloqueados mais de R$ 730 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo criminoso, que seria, segundo a PF, envolvido com o tráfico de entorpecentes.

Os mandados, expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, estão sendo cumpridos em apartamentos de luxo e empresas nas cidades de São Paulo (SP), Bauru (SP), Igaratá (SP), Mongaguá (SP), Guarujá (SP), Tremembé (SP), Londrina (PR), Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC).

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Entre os alvos dos mandados estão empresários do setor de combustíveis e uma pessoa que foi condenada pelo envolvimento no furto ao Banco Central do Brasil, ocorrido em Fortaleza/CE, no ano de 2005. Ao todo, são 20 indiciados que responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a investigação, a Polícia Federal rastreou movimentações financeiras e identificou a existência de uma rede de combustíveis, inclusive uma distribuidora, que atuava em benefício da facção criminosa, lavando dinheiro de origem ilícita, tanto através de empresas com atuação sólida no mercado quanto de empresas de fachada ou compostas por interpostas pessoas (laranjas).

Além de postos de combustíveis, também foram interditados escritórios de assessoria e contabilidade, que ajudavam a facção criminosa na movimentação dos valores.

Foi dado à operação o nome de "Rei do Crime" em referência ao fato de que os empresários investigados financiavam as organizações criminosas sem se envolver com os atos de violência que elas praticam.

A operação distribuiu nesta quarta 13 mandados de prisão preventiva, 43 mandados de busca e apreensão, sequestro de 32 automóveis, nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboque e semirreboque, com valor aproximado que ultrapassa os de R$ 32 milhões em bens de propriedade da facção.

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