Quais são os golpes mais comuns em Londrina?

por Isabella Alonso Panho - estagiária*
   

Com o aumento do uso da tecnologia e todas as facilidades que o celular traz para o cotidiano, a tendência é o número de estelionatos aumentar, como aponta o Delegado Edgard Soriani, responsável pelo 1º Distrito Policial de Londrina, que cuida das investigações desse tipo de crime. Para ele, "No estelionato a pessoa pode estar no Amazonas cometendo o crime em Londrina, enganando uma pessoa aqui".

iStock

LEIA MAIS

Denúncias de golpe do WhatsApp clonado chegam a três por semana em Londrina

Confira truques para visualizar mensagens no WhatsApp sem que ninguém saiba

Saiba como funciona o golpe da clonagem de celular

Saiba quem são os criminosos que aplicam golpes em Londrina

Segundo o delegado, são 4 os tipos de estelionatos mais comuns registrados em Londrina:

Golpe na compra de veículos

Neste tipo de golpe, tudo começa com um anúncio de veículo em plataformas gratuitas, como a OLX, por exemplo.

O criminoso faz contato primeiro com o vendedor. Ele confirma que fará a compra, solicita fotos tanto do veículo quanto do documento e pede para o vendedor tirar o anúncio do ar, para evitar que apareçam outros interessados.

Depois que o vendedor faz este procedimento, o criminoso faz outro anúncio, idêntico, usando as fotos que o vendedor mandou, por um preço muito abaixo do de mercado. Rapidamente aparece algum comprador interessado.

O criminoso geralmente pede às partes que mintam uma para a outra, inventando alguma história sobre ser parente ou amigo de alguém, e pede que não comentem nada sobre valores.

O comprador deposita o dinheiro na conta de um terceiro, em outro estado, que não faz parte da negociação, e o vendedor entrega o veículo. Quando as partes percebem que caíram no golpe, o dinheiro já foi sacado.

Esse tipo de golpe é, de acordo com Soriani, mais frequente entre homens de idade mediana e pessoas jovens, que estão adquirindo ou vendendo seu primeiro veículo.

Clonagem de WhatAapp

Um criminoso liga para a vítima, passando-se por funcionário de um site de vendas, pedindo um código que chegará pelo celular, por meio do qual é possível abrir o WhatAapp em outro aparelho.

Tendo o código da vítima em mãos, o criminoso baixa o aplicativo do WhatAapp no celular dele, cadastra o número da vítima e pede valores para todos os contatos. Quando a vítima descobre, amigos e familiares já depositaram dinheiro na conta dos criminosos.

É um tipo de golpe relativamente novo, sendo registradas em Londrina cerca de três ocorrências por semana. Até então, segundo o delegado Edgard Soriani, todos que caíram no golpe do WhatAapp e que fizeram a denúncia junto ao 1º Distrito Policial de Londrina não possuíam a verificação em duas etapas.

Golpe do motoboy

Nesse tipo de crime, uma pessoa se passa por gerente de banco e liga para a vítima, informando que seu cartão foi clonado e que estão fazendo gastos em seu nome.

Usando de uma tecnologia específica, o criminoso consegue prender a linha da vítima. Ele pede para ela telefonar no número do verso do cartão e falar com seu banco, mas a ligação cai no número do estelionatário.

A vítima, que pensa estar falando com o banco, passa todos os seus dados e combina com um motoboy que passará na sua casa para buscar o cartão. Para que a vítima não desconfie, pede-se à pessoa que corte o cartão no meio, mas preservando o chip. Assim, ficam com o cartão da vítima e conseguem fazer compras tanto pela internet quanto através de máquinas de cartão.

De acordo com Soriani, esse tipo de golpe é aplicado comumente em telefones fixos de idosos. O delegado afirma, ainda, que registra 6 ou 7 ocorrências assim por semana na cidade.

Bilhete premiado

Apesar do golpe do bilhete premiado ser bastante antigo e conhecido, tendo diversas variações, toda semana pelo menos uma ocorrência é registrada na delegacia de estelionatos de Londrina. Em geral, um estelionatário apresenta um suposto bilhete premiado de loteria e diz que precisa vendê-lo por um valor bem abaixo do 'prêmio'. Como informa o delegado, as principais vítimas deste golpe são idosos e mulheres.

*Sob supervisão de Larissa Ayumi Sato.

Conteúdo relacionado: