Youtube tira do ar vídeo em que Olavo de Carvalho diz que coronavírus não existe

por Camila Mattoso - Folhapress
   

O Youtube tirou do ar um vídeo em que o guru bolsonarista Olavo de Carvalho colocava em dúvida a existência da pandemia do novo coronavírus no mundo. Até o momento, a doença já contaminou quase 2.000 pessoas no Brasil e matou 34. No mundo, mais de 350 mil pessoas foram contaminadas, e mais de 15 mil morreram, segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Reprodução/Facebook

A plataforma entendeu que o conteúdo publicado feria as diretrizes da comunidade. Em sua lista de regras, o Youtube afirma que, em seu esforço para contribuir no combate ao coronavírus, fará "a remoção rápida de vídeos que violem nossas políticas assim que eles forem sinalizados. Isso inclui o conteúdo que incentiva as pessoas a não procurarem tratamento médico ou que afirmem que substâncias nocivas podem ser benéficas à saúde."

"É essencial encontrar conteúdo de confiança neste momento. Por isso, continuaremos garantindo que o YouTube ofereça informações precisas aos usuários", diz a lista de diretrizes do Youtube. Em nota à reportagem sobre o caso, a assessoria de imprensa do Youtube disse que não comenta casos particulares.

Em debate por meio de vídeo com três alunos membros de um site conservador, Olavo de Carvalho duvidava da existência da pandemia.

"O número de mortes dessa suposta epidemia não aumentou em nem um único caso o número de mortes por gripe no mundo. É o mesmo que dizer que essa endemia simplesmente não existe. Na verdade, não tem um único caso confirmado de morte por coronavírus. Para confirmar, você precisaria fazer o exame de cada órgão do falecido. Onde fizeram isso? Nunca fizeram nenhum", diz Olavo.

"É a mais vasta manipulação de opinião pública que já existiu na história humana. Parece coisa de ficção científica", completa. No vídeo, ele argumenta que a crise parte de uma estratégia de manipulação de informação articulada por China e Rússia.

Nesta segunda-feira (23), como mostrou a Folha de S.Paulo, o Twitter tirou do ar posts do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) e do ministro Ricardo Salles por motivos similares. Na avaliação da plataforma, eles violaram as regras de uso da rede ao potencialmente colocar as pessoas em maior risco de transmitir o vírus.

Flávio e Salles compartilharam um vídeo antigo do médico Drauzio Varella, gravado em janeiro, no qual ele dizia que as pessoas deveriam levar as vidas normalmente e saírem de casa, levando seus seguidores a acreditarem que as indicações valiam para o atual momento da crise, quando o recomendado é que as pessoas não saiam de suas casas.

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