Saiba como verificar se um combustível está adulterado

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

O sobe e desce no preço dos combustíveis leva muitos motoristas a procurarem ofertas mais em conta, abrindo mão da confiança do seu posto de costume. "Muita gente não sabe, mas, em caso de suspeita quanto a qualidade do combustível, o consumidor tem o direito de pedir ao frentista que faça um teste de qualidade na hora", explica Gilberto Pose, especialista em combustíveis da Raízen, licenciada da marca Shell.

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Uma resolução da Agência Nacional do Petróleo obriga todos os postos a terem um kit para teste e os frentistas devem estar habilitados a fazê-lo gratuitamente e na frente do cliente. Se o posto se recusar, o consumidor pode formalizar uma denúncia ao Procon e à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), pelo telefone 0800 970 0267 ou no site.

"O teste da proveta é simples e indica a quantidade de etanol anidro na gasolina, que pelas regras da ANP deve ser de 27% para as gasolinas comum e aditivada. Para as gasolinas premium, o valor é de 25%", aponta Pose.

No teste, em uma proveta de 100ml, o frentista deve adicionar 50 ml de gasolina e 50 ml de uma solução feita de água e sal de cozinha. Depois de misturado, o etanol que estava na gasolina é transferido para a água. Após um repouso de 15 minutos, fica visível a separação dos líquidos, com a gasolina na parte superior da proveta. O correto é que o líquido branco, resultante da mistura de água, sal e etanol, preencha um volume de 63 ml. Se o volume for superior a este, a gasolina foi adulterada.

Para se certificar da qualidade do etanol, verifique também as bombas de abastecimento. Elas têm um termodensímetro na lateral, que indicam a qualidade do etanol hidratado, que deve ser transparente, sem impurezas e sem coloração. A linha vermelha que marca a densidade do produto deve estar abaixo, ou no máximo no mesmo nível do combustível.

Além disso, é importante que o consumidor fique atento ao posto. "A própria bomba de abastecimento já dá indícios de uma possível adulteração nos combustíveis. Todas devem estar lacradas e com informações exigidas pela ANP, que inclui CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e endereço do posto, além do selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia)", alerta Pose.