Confira seis dicas para ter sucesso na etapa de vídeo de processos seletivos

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

Está aberta a temporada de seleção em programas de estágio e trainee nas maiores companhias do Brasil. Esta é a época do ano em que boa parte das empresas busca os novos talentos para compor seu grupo de colaboradores.

Reprodução/Pixabay

Os vídeos de apresentação, conhecidos como pitch, são bastante solicitados nestes processos seletivos. Tão importantes quanto o currículo, podem desclassificar diversos candidatos por não entenderem o formato adequado de apresentação e os principais pontos que os recrutadores avaliam.

Para ajudar os participantes a prepararem esses vídeos, Lucas Rana, sócio-diretor da Dinâmica Treinamentos, que soma mais de 5.000 alunos treinados aos processos seletivos mais difíceis e concorridos, orienta os candidatos com dicas práticas para montar um bom pitch e explica como funciona a avaliação das empresas.

Forma de falar - De acordo com Rana, cerca de 70% da decisão de aprovar o candidato está na forma como ele fala e 30% no conteúdo e na organização do que se fala. Além de pensar na estrutura do que irá abordar, é importante tomar cuidado com a postura.

Portanto, o principal elemento para se sair bem durante o vídeo é emplacar um sorriso, pois isso gera um impacto positivo na pessoa que está assistindo. Gesticule e não pareça um robô. Dê ênfase nas palavras-chave, mostre energia em determinados momentos para manter a atenção de quem assiste. Olhe sempre para câmera, seja firme, amigável e confiante.

Formato - Não é necessário realizar edições e, quando não especificado, fique à vontade para optar por gravar em formato vertical ou horizontal. "Utilize roupas de cores neutras e grave em um ambiente claro”, recomenda Rana.

Organização - Outra dica de extrema relevância é a organização da apresentação, pois é um ponto que pode eliminar o candidato do processo seletivo. Diante da análise do especialista da Dinâmica Treinamentos, o principal fator para o candidato se sobressair é fazer um vídeo atrativo e organizado, capaz de prender a atenção dos recrutadores e também ser claro e objetivo ao descrever a trajetória.

Pipeline - No treinamento preparatório para processos seletivos, os alunos aprendem a montar um pipeline para a gravação do vídeo, que é o roteiro mais bem avaliado.

A recomendação é iniciar o vídeo com um resumo atrativo com as principais experiências, sendo no máximo seis, nos primeiros 30 segundos, sem a obrigação de seguir ordem cronológica. Já a segunda etapa do vídeo, a linha do tempo, passa ter a função de complemento e deve conter todo o detalhamento das experiências citadas. "Desta forma, é possível prender a atenção dos recrutadores, que em geral não assistem aos vídeos até o final”.

Conteúdo - No resumo, recomenda-se selecionar seis experiências, se tiver menos, utilize todas que tiver. Entretanto, na linha do tempo, é importante citar todas as experiências em ordem cronológica, detalhadamente, dando ênfase às mais relevantes. É extremamente importante evidenciar suas habilidades comportamentais, conhecidas como soft skills, mas só falar frases como "eu trabalho muito bem em equipe” não fortalece, pois qualquer pessoa pode falar isso.

Portanto, é por meio de abordagem dos fatos e competências que será possível avaliar se o candidato trabalhou bem em equipe, liderou soluções ou é uma pessoa resiliente.

Marketing pessoal - Outro ponto relevante é o Storytelling. Para quem não conhece o termo, storytelling é a arte de contar boas histórias, uma técnica muito comum para profissionais de marketing e propaganda. Saber contar uma boa história de forma a atrair a atenção de quem assiste é fundamental. Trabalhe e explore o máximo que puder o seu marketing pessoal na hora de falar. Saiba vender o profissional que você é e suas competências.

Para complementar, Lucas Rana traz importantes dicas gerais: não preste processos seletivos por prestar; escolha a área de atuação que pretende seguir e foque em se desenvolver nela; se você está perdido, faça o quiz de carreira; participe o máximo que puder de projetos e extensões durante a graduação; e faça dois anos de estágio, se puder em empresas diferentes, na mesma área.