Conheça os efeitos das músicas no seu cérebro

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

A música gera diversos efeitos no corpo humano, ou seja, algumas pessoas se sentem mais felizes ou relaxadas com músicas específicas, já outras não se sentem confortáveis com certos sons. Isso tudo está relacionado com o cérebro, pois é ele o responsável pela percepção de tudo que temos - de funções básicas do corpo a sentimentos e sensações.

Reprodução/Pixabay

Cientificamente, quando ouvimos uma música, as ondas de rádio que são emitidas por um instrumento, fone de ouvido ou alto-falantes fazem com que os tímpanos se movimentem - entrem e saiam, atingindo o córtex auditivo com sinais eletroquímicos. Consequentemente, o som é analisado em relação a tudo, seja tom, ritmo, volume e até mesmo harmonia.

Sendo assim, quando você ouve uma música, o som entra pelos ouvidos e outras áreas do cérebro são ativadas - atenção, emoção, memória e até movimento. Ademais, vários estudos já comprovaram que a música pode ter efeitos positivos no cérebro, liberando a dopamina, que é conhecida como o hormônio do prazer. No entanto, uma mesma música pode afetar as pessoas de formas diferentes.

Lembranças, memórias e recordações - É muito comum ouvir uma música e lembrar de uma pessoa, um lugar ou até mesmo um momento cheio de sentimentos. Isso acontece porque, ao longo da nossa vida, o cérebro é exposto a diversos sons e acaba sendo treinado para fazer associações entre os sons e as situações. Ou seja, criamos links de memória entre os sons e uma determinada pessoa, local ou ocasião.

Mudanças no humor - Seja uma música para viagem, trabalho, treino ou simplesmente relaxar em casa, os sons mexem com as nossas emoções e, consequentemente, com o humor. De acordo com Daniel Levitin, em seu livro "A música no seu cérebro”, não é apenas um único fator que pode fazer uma música desencadear um efeito de mudança no seu estado de espírito.

"Depende se gostamos da música e também do ritmo - músicas mais lentas tendem a nos acalmar e músicas mais rápidas podem nos agitar, mas nem sempre. Sons distorcidos tendem a ser mais agitados do que sons acústicos limpos. Mas, sim, as playlists de humor funcionam, para algumas pessoas, em algumas ocasiões”, afirma Levitin. No entanto, nem todo mundo se contagia com facilidade.

Um estudo feito por cientistas da Universidade de Harvard, em 2016, testou o efeito de "arrepio” que algumas músicas proporcionam e descobriu que há pessoas que possuem mais fibras nervosas conectando o córtex auditivo insular anterior ao pré-frontal, que são responsáveis pelas emoções. Consequentemente, essas pessoas acabam sendo mais resistentes a se entregar às emoções das músicas.