Dores na coluna e problemas posturais aumentam mais de 90% durante distanciamento

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

São cem dias em isolamento social e uma recente pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) revelou dados interessantes e preocupantes sobre a saúde das pessoas que estão em casa.

Reprodução/Jesper Aggergaard/Unsplash

Esses números estão associados às atividades em home office, somadas às tarefas domésticas e à ausência de atividade física. A pesquisa aponta que 41% das pessoas que não tinham dores na coluna passaram a sofrer com isso. Os números revelam também que 50% das pessoas com dor crônica tiveram uma piora no quadro durante esse período.

Um fator importante a ser considerado é que com a postura errada, o corpo fica vulnerável a sofrer com estresse nas articulações e nos músculos, aumentando as chances de lesões.

Segundo o fisioterapeuta Bernardo Sampaio, o grande problema é que, antes do isolamento, muitas pessoas já relutavam em procurar ajuda especializada por acreditarem ser apenas mais uma dorzinha ou porque já estavam "acostumadas” a senti-las, mas agora, com o medo de sair as ruas, mesmo que por questão de saúde, a procura por tratamento diminuiu consideravelmente.

Bernardo afirma ainda que criou-se uma crença sobre estas dores e as pessoas já não sabem mais quando é o momento ideal para procurar ajuda especializada, postergando ao máximo a ida ao consultório.

"Antes do isolamento, as pessoas demoravam, mas procuravam ajuda principalmente quando a dor permanecia ou impedia a realização de alguma atividade, agora, eles continuam sentindo dores, só que em casa, postergando a intervenção médica especializada", afirma o especialista.

Em virtude disso, passamos a criar uma demanda reprimida de casos clínicos sem tratamento. Tratamentos estes, que podem ser simples.

"Às vezes, uma simples mudança de apoio para os braços e pés já traz um alívio enorme para o paciente. Entender melhor os hábitos posturais como sentar, deitar, dirigir e trabalhar são fundamentais para termos qualidade de vida", garante Bernardo Sampaio.

Mudar hábitos, alongar-se, praticar atividades físicas, deixar o sedentarismo de lado e cultivar boas horas de sono são fundamentais para a prevenção de dores e outras patologias. Mas, se não foi possível evita-la, o fisioterapeuta reforça a importância de uma intervenção precoce, evitando que dor se torne crônica .

"Prevejo um aumento considerável de atendimentos pós pandemia que poderiam ter sido evitados, inclusive através de atendimentos por telemedicina”, resume o fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral e do Instituto Trata, ambos de Guarulhos.

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