Efeitos da quarentena: metade dos brasileiros se sentem insatisfeitos com suas casas

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   
Pixabay

No início da pandemia, alguns acreditavam que a população poderia se acostumar com o dia a dia dentro de casa e passar até mesmo a gostar do chamado "novo normal”, mas, depois de oito meses de coronavírus no Brasil, o resultado é uma insatisfação ainda maior com os próprios lares.

De acordo com a pesquisa da Hibou, instituto de pesquisa e monitoramento de mercado, 49% dos entrevistados se dizem insatisfeitos com o local onde moram, e a maior parte das queixas está relacionada ao tamanho das residências - em especial, nos espaços de higienização. Dos 1.537 que participaram do levantamento em todo o país, 81% desejam que a área de serviço fosse maior, para que conseguissem fazer a higiene das compras com mais conforto, e 66% reclamam de pouco espaço para armazenar produtos de limpeza.

Quanto a outros desejos de mudanças nas casas, 45% dos relatos citam cozinha integrada com a sala, para maior interação com a família, e 78% acreditam que esses espaços precisam de mais atenção quanto à ventilação e exaustão. Além desse espaço, o home office também ganhou destaque, e 59% dos entrevistados dizem que pretendem manter um espaço dedicado ao trabalho, mesmo que voltem a atuar presencialmente. 57% dizem pretender continuar trabalhando em casa e 61% consideram que gostariam de trabalhar em um escritório que ficasse dentro do condomínio.

Busca por imóveis maiores

A vontade de mudar para uma residência maior já vinha sendo registrada também por sites que oferecem casas e apartamentos para alugar ou comprar, como a corretora online Imovelweb, que registrou um aumento de 128% nas pesquisas por apartamentos com varandas e 96% de crescimento na busca de casas com quintal em 2020, se comparado ao ano anterior.

A Lello Imóveis, empresa do mesmo segmento, também registrou aumento no desejo por ambientes mais amplos. Em São Paulo, por exemplo, as casas mais espaçosas cresceram 41,6% em popularidade.

O diretor de vendas da Lello Imóveis, Igor Freire, cita ainda a maior preferência dos clientes por casas, por medo de dividir espaços comuns com outras famílias. "A quarentena fez com que as pessoas buscassem por casas maiores, com áreas ao ar livre. Diferentemente dos apartamentos em condomínios, nas casas, não é preciso ter contato com outras pessoas nos elevadores e halls de áreas comuns”, afirma Igor.

Insegurança em condomínio

A pesquisa da Hibou, assim como os dados de buscas por imóveis, apontam que as ideias de segurança e condomínio não caminham mais juntas como antigamente. Agora, em contexto de pandemia, os perigos relacionados a contaminações vêm afligindo os cidadãos tanto quanto a violência, o que faz com que os moradores de conjuntos residenciais se sintam mais insatisfeitos e vulneráveis.

Por conta do medo de contaminações, mesmo depois do fim da quarentena, 40% dos entrevistados acreditam que as áreas comuns não serão mais tão utilizadas quanto antes e as pessoas tentarão continuar fazendo o máximo de atividades possíveis dentro de casa.

Além disso, 83% disseram que, para se sentirem mais seguros, os condomínios precisam higienizar as áreas comuns com mais frequência, enquanto 81% desejam ter kits de higiene em todas as áreas do condomínio, com destaque para a higienização na área de recebimento de entregas, que foi citada por 58% dos consultados.

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