Entenda como o inverno pode piorar o dia a dia de pacientes com dermatite atópica

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

A chegada das baixas temperaturas exige cuidado redobrado dos pacientes com dermatite atópica, doença inflamatória crônica causada por uma resposta exagerada do sistema imunológico ao contato com um elemento irritante ou alérgeno, chamada de Inflamação tipo 2.

Reprodução/Pixabay

Esse processo inflamatório nas profundas camadas da pele também reduz a função da barreira cutânea, responsável por fazer a manutenção da água no organismo. Com isso, os pacientes já costumam perder mais água do que o normal.

Hábitos típicos do frio, como banhos mais quentes e demorados, ressecam ainda mais a pele, deixando-a mais desprotegida e suscetível ao contato com elementos irritantes e consequentes crises da doença.

Por conta dessa característica da dermatite atópica, o cuidado mais básico e indicado para todos os casos, de leves a graves, é a hidratação, que promove a umidificação da camada mais externa da pele estabilizando sua função como barreira protetora.

Ainda por causa da secura da pele, é importante que o paciente tome banhos rápidos, evite água quente e faça pouca aplicação de sabonete, usando sempre produtos específicos para peles sensíveis e atópicas, de preferência sem fragrâncias e corantes.

Além das medidas de cuidados básicos, o médico pode ainda receitar tratamentos tópicos, orais ou sistêmicos, incluindo corticoides, conforme a gravidade da doença aumenta. Entretanto, alguns pacientes não respondem a terapias tópicas ou não têm recomendação para utilizá-las.

Neste cenário, o arsenal terapêutico, até o ano passado, era limitado para o tratamento eficaz e seguro a longo prazo, principalmente no caso de pacientes adultos que convivem com a doença por muitos anos, em geral por mais de 25 anos, e representam a maior população de pacientes graves.

Desde 2019, pacientes a partir de 12 anos com dermatite atópica moderada a grave têm uma nova opção de tratamento. Dupixent® (dupilumabe), da classe de biológicos para a dermatite atópica, é indicado para as formas moderada a grave da doença, quando a doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes não são aconselhados.

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