Provas do Pisa de 2021 e 2024 são adiadas por causa da pandemia de Covid-19

por Folhapress
   

A pandemia de Covid-19 provocou o adiamento das próximas edições do Pisa, a avaliação internacional da educação básica realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A cada três anos, o Pisa testa estudantes entre 15 e 16 anos de mais de 70 países e territórios.

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A próxima edição ocorreria em 2021 e foi remarcada para 2022. A edição seguinte, prevista para 2024, só ocorrerá em 2025.

"Os países membros e associados da OCDE decidiram adiar a avaliação do Pisa 2021 para 2022 e a avaliação do Pisa 2024 para 2025", diz nota da organização, que indica o reflexo das "dificuldades pós-Covid" como motivo da decisão.

A próxima edição do Pisa vai coincidir com o último ano do mandato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na semana passada, Bolsonaro nomeou o pastor Milton Ribeiro como ministro da Educação -ele é o quarto a ocupar o cargo em pouco mais de um ano e meio de governo.

A prova avalia conhecimentos em matemática, leitura e ciências. Na última edição, o Brasil ocupou a 42ª posição em leitura, a 58ª em matemática e a 53ª em ciências no ranking da avaliação. As provas foram realizadas em 2018 e os resultados, divulgados no ano passado.

O Brasil não é membro da OCDE, que reúne países desenvolvidos, e participa da avaliação como convidado.

Com exceção do ranking de ciências, em que o Brasil aparece empatado com Argentina e Peru, o país está ligeiramente à frente da Argentina em matemática e de Argentina, Colômbia e Peru em leitura.

O país não ficou, portanto, em último no continente, como o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou em algumas oportunidades.

A cada edição, uma das áreas tem maior foco. Em 2022, o exame se concentrará em matemática, com um teste adicional de letramento financeiro e um teste inédito de pensamento criativo.

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