Dar pets de presente exige muita responsabilidade

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

Na corrida pela escolha de presentes, especialmente para crianças, não é raro que um cão ou gato se torne uma opção irresistível. As razões são muitas, desde o pedido constante dos filhos, até a vontade da família em adotar um animal que precisa de um lar.

Fábio Pozzebom/Agência Brasil

No entanto, é importante lembrar que ter um pet significa um compromisso de longa data e exige dedicação, paciência, ensinamentos, tempo para levá-lo para passear, visitas regulares ao médico veterinário e gera gastos.

Será que quem vai receber um pet de presente tem tudo isso a oferecer? É preciso pensar duas vezes ao comprar, adotar ou presentear familiares e amigos com pets, já que eles não são brinquedos e o abandono de animais no início do ano não é raro.

Segundo dados da ONG Gavaa, entre os meses de dezembro e janeiro o abandono de animais aumenta, em média, 60%. Este índice, infelizmente, só ajuda a contribuir com o número de animais abandonados no país. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), existem mais de 20 milhões de cães e mais de 10 milhões de gatos abandonados por aqui.

Uma pesquisa conduzida no Brasil pelo Ibope e o Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™, da Mars Petcare, mostrou que os motivos que geram o abandono ou a devolução de pets aos abrigos são inúmeros.

Apenas 41% dos tutores afirmam que levariam o animal junto caso tivessem que se mudar. Outros 14% justificam o abandono alegando motivos facilmente contornáveis, alguns deles como: não ter tempo para cuidar como gostaria; porque o comportamento era inadequado; porque o filho nasceu; porque era muito caro, não ter com quem deixar o pet na hora de viajar, etc.

Por isso, antes de comprar ou adotar um pet para presentear é preciso refletir bem sobre o assunto e ficar atento às responsabilidades que envolvem a posse responsável de um animal.

Há 11 anos o Programa PEDIGREE® 'Adotar é tudo de bom' ajuda a mudar a realidade de cães abandonados por meio da sensibilização, conscientização e mobilização da população para a causa da adoção, do apoio aos abrigos que resgatam e promovem a adoção consciente e da educação da população sobre a posse responsável e mais de 78 mil cães já foram ajudados e encontraram um lar para chamar de seu.

Confira, abaixo, 10 dicas do Programa para uma decisão consciente:

• Quanto menor é a casa, menor deve ser o pet. Cachorros grandes em um ambiente pequeno podem ter problemas de adaptação.

• Antes de adotar ou adquirir um animal, é importante considerar o tempo médio de vida que é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados. Não faça nada por impulso.

• Pesquise sobre as características do animal e veja se ele é compatível com o seu estilo de vida e perfil.

• Caso você já tenha outros pets em casa, apresente o novo morador de forma gradual e fique sempre atento à convivência.

• Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. E, na hora do passeio, leve os cães com uma coleira ou guia, contendo uma plaquinha de identificação com os dados de contato do tutor.

• Evite as crias indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações.

• Cães e gatos precisam de alimentação de qualidade e muita água fresca e limpa.

• Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao Médico-Veterinário. Dê banho, escove e exercite-o.

• Zele pela saúde psicológica do pet. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

• O Brasil tem milhões de cães e gatos abandonados. Esqueça o mito característico da adoção: pets adultos se adaptam com facilidade às mudanças.

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