Estudante de veterinária ensina a fazer brinquedos fáceis e econômicos para seu pet

por Ana Clara Marcondes - Estagiária*
   
Pixabay

Brincar com um cachorro ou gato pode ser uma das atividades mais prazerosas, tanto para o tutor, quanto para o animal. A falta de brincadeiras leva a uma vida ociosa e sedentária, o que pode causar prejuízos para a saúde, como obesidade, indisposição e outras complicações fisiológicas. Além de fortalecer a relação entre o dono e o pet, as brincadeiras possibilitam o gasto de energia, ainda mais para aqueles que moram em casa ou apartamento pequeno.

Arielle Silvério, estudante de medicina veterinária da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e pet sitter - babá de animais, começou a fazer os próprios brinquedos para os clientes que atende. Ela conta que a ideia surgiu quando começou a trabalhar como cuidadora. "Um dos pilares do meu trabalho envolve gastar energia do pet durante os cuidados e visitas, e as brincadeiras são a melhor forma pra isso. Comecei comprando alguns brinquedos, mas estava ficando inviável financeiramente, então tive a ideia de começar a tentar confeccionar em casa alguns baseados naqueles prontos. Deu certo e ainda fez mais sucesso do que aqueles comprados em pet shop ou lojas”.

Silvério busca inspiração em canais do Youtube e Instagram para confeccionar os brinquedos. Ela menciona como exemplo a Larissa Rüncos, psiquiatra veterinária e o canal Manual do Pet. "O canal dela tá cheio de informação e exemplos de brinquedos para fazer em casa e de baixo custo para não ter desculpa pra não brincar com o pet. Acompanho muito também o canal do youtube chamado Manual Pet, que tem vídeos mostrando a confecção de vários brinquedos, caminhas, tocas e outras ideias de forma muito simples”. Ela complementa que já colocou algumas ideias em prática e que deram certo.

As vantagens que Silvério destaca sobre produzir os próprios brinquedos para os pets são: "você vai economizar bastante e também é uma terapia”. Ela conta que a primeira tentativa foi uma varinha para gatos. Para isso, ela pegou galhos de árvores de tamanho médio na rua e amarrou fita de cetim na ponta, em torno de 50 cm. "No total, gastei 3 reais apenas com o rolo de 10 metros da fita de cetim que deu pra configurar várias varinhas. Além de ser econômico, funciona como uma aula de artes, em que você só precisa da sua criatividade e tempo para criar algo divertido e único para o seu peludinho”, apresentou a pet sitter.

Ela considera uma desvantagem o tempo que pode ser gasto para confeccionar algo mais complexo, visto que muitos tutores vivem na correria. Outra desvantagem é que o feito em casa não terá o mesmo acabamento de um comprado. "Para mim, o que realmente importa é a interação entre o brinquedo e o pet, objetivo que os brinquedos confeccionados em casa atingem com sucesso", destaca a estudante.

Mãos à obra

Silvério dá algumas dicas de como fazer os próprios brinquedos para os pets. "Uma ideia bem bacana que tive foi procurar um saco de fantasia que estava no guarda roupa há anos e ver o que tinha ali. Achei alguns pompons, penas, plumas e uns tecidos coloridos e com textura convidativa”. Para confeccionar as varinhas é preciso:

- Galhos de árvore, pode ser do quintal de casa ou que estejam caídos na rua;

- Fita de cetim de 10 metros, que pode ser cortada de diferentes tamanhos;

- Cadarços, pode ser de calçados que você não usa mais;

- Adereços para colocar na ponta da fita/cadarço. Dê preferências para penas e tecidos coloridos. Também pode ser usado papel crepom cortado em tiras e elásticos de cabelo. A ideia é reutilizar materiais que você já tenha em casa;

- Na varinha é só amarrar em uma das extremidades a fita de cetim ou o cadarço e na ponta destes adicionar algum adereço.

Arielle Silvério

As varinhas são as que fazem mais sucesso com os clientes da Arielle, ela explica que "as varinhas tem um alcance maior. Quando brinca só com o cadarço ou a fita de cetim você fica muito perto do animal, já com a varinha o animal pode ter mais movimentação, pois ela tem uma alcance maior”.

Para a estudante, além de comida, água e carinho, os nossos amigos de quatro patas precisam se exercitar, brincar e se divertir. "Se brincarmos ao menos 15 minutos 2 vezes por dia, será apenas 30 minutos das 24h que o animal tem como opção apenas dormir ou comer. Por isso, é nosso dever enquanto tutor oferecer uma rotina mais divertida e ativa para o nosso pet se pudermos. Tenho certeza que essa interação de brincadeiras irá melhorar muito o relacionamento com seu pet e pode até ajudar em casos de alguns distúrbios de comportamento, principalmente para cães mais agitados. Então a minha dica de ouro é: brinque e ame muito seu peludinho. A vida deles e a sua será muito melhor com essa interação preciosa que proporciona inúmeros benefícios”, concluiu.

*Sob supervisão de Fernanda Circhia

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