Saiba o que é o coronavírus canino e como proteger seu pet

por Lívia Marra - Folhapress
   

A chegada do novo coronavírus e o isolamento do cachorro de uma paciente em Hong Kong provocam apreensão entre tutores de animais de estimação. Será que cães e gatos também podem contrair a doença?

Reprodução/Pixabay

Não há evidências de que os pets possam ser infectados ou transmitir a Covid-19 aos humanos, diz a OMS (Organização Mundial da Saúde). Essa família de vírus, no entanto, já é bem conhecida no meio veterinário.

Segundo o veterinário Marcelo Quinzani, da PetCare, o coronavírus canino causa diarreia em cães e o coronavírus felino causa peritonite, mas não são transmitidos aos seres humanos.

Para a coronavirose canina existe vacina - conhecida como V8 ou V10 -, e a doença não requer muitos cuidados. No caso da coronavirose felina, que causa a peritonite infecciosa felina - a PIF -, não existe vacina, mas a doença é restrita a esses animais.

Perguntas e respostas

A veterinária Caroline Mouco, do Hospital Vet Popular, afirma que o diagnóstico precoce facilita o tratamento, mas filhotes, animais idosos ou com deficiência imunológica correm riscos.

Cães podem ser imunizados, mas a higiene do ambiente também é importante para a prevenção, disse ela ao blog. Confira:

O que é o coronavírus canino e quais são os sintomas?

O coronavírus canino, chamado cientificamente de CCoV, diferentemente do coronavírus causador da Sars ou Mers, tem como sintomas diarreia e vômitos. Caso não tratado, as consequências são desidratação, prostração e podem levar a óbito, principalmente quando associados a outras doenças. A contaminação ocorre por via oro-fecal, de cão para cão, deixando filhotes, idosos ou animais imunodeprimidos mais suscetíveis.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste em dar suporte para o cão afetado, estabilizando os sintomas e fortalecendo o sistema imunológico para que este combata o vírus, já que não há um remédio que combata diretamente este agente.

Qual é o risco para o animal?

O risco se agrava quando se trata de filhotes, animais idosos ou imunossuprimidos. Outro fator complicador é quando a coronavirose surge juntamente com outra doença, como a parvovirose. Nesse caso, o [risco de] óbito é maior. Porém, quando diagnosticado previamente, aumenta consideravelmente as chances do paciente.

Há como prevenir a doença?

Sim. A vacina múltipla, conhecida como V10 ou V8, previne os cães da coronavirose canina. Ainda assim, cães vacinados podem apresentar a doença, mas em uma gravidade consideravelmente menor, caso isso ocorra. Outra maneira que deve ser conciliada com a vacina é a higiene no ambiente, evitando fezes expostas e o contato do cão com fezes de outros cães. O uso de desinfetantes é fundamental para a prevenção.

Alguma raça está mais suscetível à doença?

Não há raças com incidência maior. Isso só é maior em filhotes, idosos e imunossupremidos.

Há transmissão para humanos?

Não, o coronavírus canino não passa para os humanos. O coronavírus possui diversas cepas, e o canino CCoV em nada se assemelha com o Sars ou Mers.

Gatos também são afetados?

Para os gatos o coronavírus seria FECV e o FIPV, nenhum transmissível para o humanos, apenas entre felinos. Tem seus sintomas ligado com diarreia e vômito também. Assim como o canino, não se relacionando com problemas respiratórios.

Há risco de o novo coronavírus ser transmissível para animais?

A cada dia novas descobertas estão sendo feitas. Sabe-se que animais silvestres podem ter relação com a transmissão para os humanos, o inverso não há relatos. O que há de fato é que o coronavírus chinês que ataca o sistema respiratório inicialmente, pode ter seu risco de infecção diminuído com hábitos básicos de higiene, como evitar contato com outras pessoas doentes, lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel e evitar aglomerações.

Entre humanos

Nesta sexta (28), a OMS (Organização Mundial da Saúde) elevou a ameaça internacional do coronavírus para muito alta. O aumento de casos e de países afetados causa preocupação, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da entidade.

Para os humanos, as dicas para evitar a doença são lavar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e manter distância de ao menos dois metros de pessoas que estejam tossindo ou espirrando e evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca.

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