Câncer de colo de útero ainda é o terceiro mais frequente entre as brasileiras

por Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
   

A falta de informação ainda é um dos impeditivos para reduzir, de forma mais significativa, os casos de morte de brasileiras por câncer de colo de útero: uma doença que pode ser detectada por meio de um simples exame periódico e cujo diagnóstico precoce aumenta em mais de 97% as chances de sobrevida da paciente.

Divulgação

Os últimos dados consolidados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), do Ministério da Saúde, apontam que o câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente entre as mulheres - ficando atrás do câncer de mama e de cólon e reto - e a quarta maior causa de morte (corresponde a 6,2% dos óbitos de brasileiras por câncer).

O Janeiro Verde, que já está na reta final da campanha de conscientização, é uma iniciativa que busca alertar para a importância da prevenção do câncer de colo de útero, uma doença que mata milhares de mulheres por ano no país - em 2017, foram registradas 6.385 mortes, últimos dados divulgados pelo Inca. No mundo, esse número chega a 300 mil mortes por ano.

O principal fator de risco para o desenvolvimento deste tipo de câncer é a infecção pelo Papilomavírus Humano, o HPV.

"A prevenção do câncer uterino é feita através dos exames preventivos e, agora, também por meio da vacinação contra o HPV. O exame do Papanicolau pode detectar o câncer em estágio inicial, garantindo maiores chances de cura”, explica a oncologista clínica Raquel Dalagnol, do COP (Centro de Oncologia do Paraná), informando que a vacinação de meninas e meninos com idades entre 9 e 14 anos é fornecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde.

As vacinas são preventivas, tendo como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV 16 e 18, altamente cancerígenos.

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