Educação nas escolas é aliada para prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis

por Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
   

A educação sexual nas escolas é o principal aliado para a prevenção e para a redução de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como o HIV, as hepatites B e C e a sífilis, cujas ocorrências vêm crescendo em Londrina e no Brasil.

Para o enfermeiro do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Edvilson Cristiano Lentine, o trabalho de educação sexual faz com que as informações sejam melhor incorporadas e levadas adiante pelas pessoas, em comparação às orientações passadas na vida adulta. "É como o combate ao mosquito da dengue: é melhor assimilado se começa desde cedo, além de os filhos levarem os conceitos para os pais dentro da casa. Também é assim com a educação para o trânsito. Mas, com a educação sexual, tem um monte de barreiras."

Essas barreiras, avalia, começam entre professores e direção, que têm dificuldade de tratar desses temas no ambiente escolar. Também afeta boa parte dos pais, que acreditam ser um incentivo à iniciação sexual.

Para o enfermeiro, os assuntos têm de ser tratados com os adolescentes para que essas pessoas cheguem aos 20 ou 30 anos de idade conscientes. "Tem de ser um trabalho conjunto entre as pastas de Educação e Saúde. Assim, o aluno vai pensar, no futuro, que as doenças [sexualmente transmissíveis] existem e que ele precisa se cuidar", diz.

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