Aumento na taxa de ocupação de leitos de UTI pode colocar Londrina em 'alto risco'

por Vitor Ogawa - Grupo Folha
   
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O aumento da taxa de ocupação de leitos e as dificuldades crescentes na contratação de profissionais intensivistas podem colocar em risco o atendimento dos pacientes que procurarem socorro hospitalar em Londrina, não só por infecção por Covid-19, mas também por outros atendimentos. A situação pode gerar ainda a mudança na cor da bandeira laranja (risco moderado), para bandeira vermelha (alto risco), o que pode trazer como consequências o endurecimento das medidas de controle para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Um comunicado divulgado pela assessoria de comunicação da prefeitura neste domingo (6) afirma que "a situação de relativa tranquilidade em relação a leitos é fruto do trabalho da gestão municipal, que coloca Londrina com mais estrutura do que de três estados inteiros do país e como referência internacional.” De acordo com boletim de sábado, disponível na secretaria municipal de Saúde, os leitos UTI adulto geral estavam com 76% de ocupação. Já nos leitos UTI adulto exclusivos Covid-19 a taxa era de 74%. Em outros Estados, quando esse patamar foi atingido, a escalada para percentuais superiores até a saturação total aconteceu muito rápido.

Neste domingo (6), a taxa de ocupação nos leitos UTI Adulto Geral subiram para 80% e os leitos exclusivos Covid-19 subiram para 79%. Veja o boletim da situação da Covid-19 deste domingo.

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"A Santa Casa e o HU ainda não tiveram profissional faltando, mas se piorar não dá para saber o que vai acontecer. Se continuar nesse ritmo, vai faltar profissional capacitado para atendimento e pode aumentar o número de mortes na cidade”, destaca médico que atua nos dois hospitais

"Estamos na bandeira laranja, que indica quadro moderado, e estamos compilando dados, mas pelo quantitativo que a gente tem provavelmente haverá mudanças na classificação de cores", afirmou membro do Coesp à FOLHA.

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