Dada a largada para a ampliação do Hospital da Providência

por Redação Bonde com AEN
   

O Governo do Estado vai investir R$ 16,2 milhões na reforma e ampliação do Hospital da Providência, em Apucarana, no Vale do Ivaí. A ordem de serviço foi assinada nesta quarta-feira (02) pelo governador Ratinho Junior (PSD) em cerimônia na sede do complexo médico.

A contrapartida do hospital é de R$ 853 mil. O prazo para a conclusão da obra é de 18 meses.

O hospital é filantrópico e cerca de 80% dos atendimentos são realizados por meio do SUS. Os recursos serão usados na modernização de uma área de 2.720 metros quadrados e também na construção do terceiro pavimento da unidade.

O espaço de 2.151 metros quadrados e vai receber a nova maternidade e o setor de pediatria do hospital. Serão ao todo 28 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo dez neonatal. O local funciona atualmente em uma estrutura provisória em um prédio alugado, próximo à sede do hospital.

"É praticamente um hospital novo que será levantado, o que reforça o atendimento de todo o Vale do Ivaí, uma região que sempre precisou de investimentos na saúde”, afirmou Ratinho Junior.

O governador lembrou que o Hospital da Providência é referência no atendimento de gestantes e bebês, especialmente em casos de gestação de alto risco, para uma região que abrange 17 municípios do Centro Norte do Paraná, vinculados à 16ª Regional de Saúde do Estado.

A unidade é administrada pelo Grupo Hospitalar Nossa Senhora das Graças, das Irmãs Filhas da Caridade, desde 2012. A nova estrutura permitirá que o centro médico amplie os serviços oferecidos.

Além da UTI, o espaço abrigará centro obstétrico, ginecologia, pediatria, cinco salas cirúrgicas, duas salas de parto, uma banheira para parto humanizado, sete boxes de observação, uma sala para parturientes e consultórios clínicos.

Está previsto, ainda, amplo espaço para o Banco de Leite Materno e Unidades de Assistência ao Paciente, como uma brinquedoteca.

UTI

As unidades de terapia intensiva serão divididas em quatro modelagens. Dez adulto, para abrigar as mães; dez para os recém-nascidos (neonatal), cinco intermediária (em que o bebê ainda não fica no mesmo espaço que a mãe) e três chamadas de canguru, quando a criança já não está mais incubada e pode ficar junto com a mãe.

"É algo muito importante, que vai fazer uma diferença muito grande na comunidade de Apucarana. Hoje, por exemplo, quando a mãe precisa de UTI, tem de ser transferida para a unidade principal, assim como o bebê”, explicou a diretora-geral do complexo, Irmã Geovana Aparecida Ramos.

Ela destacou que, apesar de passarem a funcionar dentro da mesma unidade, maternidade e hospital terão acesso distintos. Segundo a diretora, será construída uma entrada exclusiva para espaço da criança, via Rua Dr. Nagib Daher, separado do pronto-socorro.

O atendimento no Hospital da Providência é dividido em prédios, sendo um específico para atendimento materno-infantil (alugado) e outro com estrutura de hospital geral (sede própria). São 192 leitos gerais para o SUS.

A maternidade do hospital realiza, em média, 236 partos por mês de risco intermediário e alto risco. São perto de mil procedimentos cirúrgicos e 5.435 pacientes a cada 30 dias em mais de 20 serviços ofertados.

Tratamento do câncer

O tratamento do câncer no Hospital da Providência também promete entrar numa nova fase ainda neste ano, com o início do atendimento da nova Unidade de Radioterapia, prevista para outubro. Atualmente, o ambulatório de tratamento do câncer funciona em uma estrutura que faz fundos com o prédio do Hospital da Providência, onde não é possível a ampliação.

O governador Ratinho Junior visitou a nova unidade e conheceu o acelerador linear, equipamento de alta tecnologia que, segundo a diretora do hospital, só existia em São Paulo. O aparelho de mais de R$ 5 milhões foi doado pela Itaipu Binacional.

Já a Secretaria de Estado da Saúde destinou R$ 735 mil para a aquisição de outros aparelhos que vão ajudar a equipar a unidade para o tratamento do câncer. "Vamos oferecer o que há de melhor aos nossos pacientes", comentou Geovana.

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