No Brasil, Covid-19 mata mais homens pardos com mais de 60 anos e comorbidades

por Raquel Lopes - Folhapress
   

A Covid-19 continua a se mostrar mais letal entre os homens, os pardos, aqueles que têm mais de 60 anos e comorbidades, mostram dados do Ministério da Saúde.

Reprodução/Pixabay

O perfil foi realizado com base nas informações de hospitalizações e mortes das pessoas que tiveram SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por causa da doença causada pelo novo coronavírus.

Foram 148.785 internações no semestre por Covid-19. Desse total, 50% das pessoas têm mais de 60 anos de idade, são do gênero masculino e pardas. O mesmo perfil acompanha os 54.294 registros de óbitos, ou seja, 71,4% têm mais de 60 anos, 59% são do gênero masculino e 35,5% têm cor parda.

Dessas mortes, 60% das pessoas apresentam algum fator de risco. Os principais são cardiopatia, diabetes, doença renal e doença neurológica.

Segundo o Ministério da Saúde, as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave devido à Covid-19 tiveram início na oitava semana epidemiológica, que começou no dia 16 de fevereiro. Apenas na 26ª semana epidemiológica, a última, foram registrados 6.676 mortes e 20.246 internações por Covid entre todas as internações por SRAG.

O Ministério da Saúde avaliou que nessa semana epidemiológica o número de casos aumentou e o número de óbitos está se estabilizando, um indicativo de que o país pode estar chegando a um platô em relação às mortes. O país já superou 1,4 milhão de casos registrados e 60,5 mil mortes decorrentes do novo coronavírus.

O cenário da epidemia, porém, variou pelo país de uma semana para outra.

"Quando olho o número de óbitos verificamos que, embora elevado, com o passar das últimas semanas existe uma certa estabilização. A gente já começa a ver algum alívio quando percebe que alguns hospitais de campanha estão sendo desmontados", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, nesta quarta, em entrevista no Palácio do Planalto.

O novo coronavírus já atingiu 90% (5.021) das cidades brasileiras e continua avançando pelo interior do país, segundo a pasta. Desse total de municípios, 74% têm apenas de 1 a 100 casos.

Além disso, 2.551 (45,8%) dos municípios registraram algum óbito.

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