Saúde monitora pacientes de Londrina com Covid-19 durante isolamento domiciliar

por Redação Bonde com N.Com
   

A Central de Monitoramento da secretaria municipal de Saúde de Londrina verifica todos os dias como está sendo o isolamento de pacientes com diagnóstico confirmado para coronavírus ou que ainda aguardam o laudo dos exames e têm suspeita da doença. No geral, cerca de 80% dos casos apresentam apenas quadros leves da infecção, ou até mesmo nenhum sintoma. Assim, o distanciamento e o isolamento social são essenciais para impedir a disseminação do Sars-CoV-2, causador da pandemia.

Vivian Honorato/N.Com

A Central de Monitoramento de Pacientes com Síndromes Respiratórias atua todos os dias da semana, das 8h às 18h. Por meio de ligações, a equipe, composta por 38 profissionais de saúde, verifica cada um dos pacientes, perguntando como estão os sintomas, e se houve alguma alteração desde o último contato. As ligações são feitas uma vez ao dia ou, em casos de pessoas que têm mais chances de complicações, como idosos, ou que residem sozinhas, duas vezes ou mais.

São contatadas, em média, 600 pessoas por dia. O monitoramento avalia se o paciente pode continuar em casa, ou se precisa passar por uma consulta médica, via telemedicina. E, até mesmo, encaminhar para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sabará, exclusiva para atendimento de quadros respiratórios, ou acionar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para internação hospitalar.

Isolamento é essencial

Como a transmissão do coronavírus se dá pelo contato próximo, podendo ocorrer principalmente pelas vias aéreas, o isolamento ainda é a maneira mais eficaz, até o momento, para interromper a disseminação da doença. Por isso, o paciente e as pessoas que residem com a pessoa monitorada devem fazer o isolamento, como medida extra de precaução, já que todos possuem grandes chances de terem o vírus.

Em média, o acompanhamento do paciente dura cerca de 14 dias. E a liberação do isolamento domiciliar só é concedida quando não há mais riscos de transmissão do vírus. No entanto, se o paciente descumprir o isolamento, ou a central não conseguir contato, os dados dessa pessoa são enviados à Guarda Municipal, que irá compartilhar as informações com demais forças de segurança.

Segundo o Código Penal, desobedecer a uma determinação do poder público, que seja voltada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa, caracteriza-se como crime, assim como desrespeitar ordem legal de funcionário público. "Caso essa pessoa seja localizada fora de sua residência, durante as abordagens feitas no patrulhamento de rotina, ela poderá responder civil e criminalmente por essa infração”, explicou o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado.

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