Secretário da Saúde confirma tendência de aumento nos casos de Covid-19 em Londrina

por Thaynara Junqueira - Estagiária*
   
N.Com

Londrina registrou uma alta nos casos de Covid-19 nesta semana. Nos últimos dados divulgados até a produção dessa matéria, foram 137 novos diagnósticos - o número recorde de exames positivos foi de 291. Segundo o secretário municipal da Saúde, Felippe Machado, a taxa de positividade subiu de aproximadamente 18% para 23%.

"Aqui na cidade de Londrina, nós, nas últimas semanas, identificamos uma tendência de aumento no número de casos. Entretanto, em proporções menores do que essas outras cidades como Maringá, por exemplo. Entretanto, Londrina não é uma ilha isolada no Estado, e é muito importante que a gente tome e até redobre todas as medidas de saúde”, afirma o secretário.

Os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulto geral particular e UTI adulto Covid SUS (Sistema Único de Saúde) estão cerca de 70% ocupados, ou seja, não houve baixa. Vale lembrar que, no mês de novembro, a prefeitura diminuiu os leitos no HU (Hospital Universitário) que eram dedicados a pacientes infectados com o novo vírus. Mesmo dentro dessas atuais condições, Machado acredita que Londrina permanece estável, mas em estado de alerta.

"A gente observou que a partir do mês de outubro, começo de novembro, o nosso cenário epidemiológico havia se estabilizado em números baixos. E nós fizemos uns ajustes nos leitos, uma redução a partir do mês de novembro. Então, neste momento, ainda não há esta necessidade de ampliação de leitos. Mas, se isso for preciso temos condição de forma muito rápida e muito ágil de reativar esses 50 leitos de UTI adulto, mais 9 leitos de UTI pediátrica e aproximadamente 25, 30 leitos de enfermaria para atendimento exclusivo ao coronavírus”, avalia.

O secretário conta que existe uma preocupação com o aumento dos casos na cidade devido as festas de fim de ano. Ele explica que o coronavírus tem um alto nível de transmissibilidade, e com a alta circulação de pessoas é evidente que isso facilitará o contágio. Também pontua a necessidade da conscientização da população, mantendo os cuidados recomendados como o uso de álcool em gel, máscaras e distanciamento social.

Machado reforça que, mesmo que as pessoas estejam cansadas das medidas adotadas, sem a vacina, elas são as únicas alternativas para evitar a contaminação. "Ao passo que o cansaço e o estresse nos levem ao relaxamento, automaticamente favorece o crescimento do número de casos. Então, nós vamos ter o fim de todo esse contexto, quando nós tivermos uma vacina que possa proteger a população e ser aplicada em alta escala”, expõe o secretário.

Questionado a respeito de uma segunda onda de Covid-19, ele acredita que essa não deva ser a maior preocupação das pessoas. "Mais importante do que primeira, segunda, terceira onda, é nos preocuparmos com o coronavírus, seja em qual onda for”, afirma. Ele reitera que a população precisa manter os cuidados preventivos para que possa viver uma vida mais tranquila até que fique pronta uma vacina contra o vírus.

*Sob supervisão de Larissa Ayumi Sato.

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