O SÓCIO DO SILÊNCIO

   

Ao longo de pouco mais de 30 anos de carreira, o canadense Daryl Duke realizou a maior parte de seus trabalhos na televisão, onde se destaca a minissérie Os Pássaros Feridos, 1983. Cinco anos antes Duke realizou O Sócio do Silêncio, segundo dos quatro longas que dirigiu para o cinema e o mais lembrado de seus filmes. O roteiro, escrito pelo futuro diretor Curtis Hanson, é baseado no romance homônimo de Anders Bodelsen e conta uma história bem original. Tudo começa quando o banco onde Miles Cullen (Elliott Gould) trabalha é assaltado. Até aí, nada demais. No entanto, quando Reikle (Christopher Plummer), o assaltante, ao ver na TV a reportagem sobre o assalto, se surpreende com a revelação do bancário sobre a quantia roubada. Na verdade, um valor bem superior ao que ele efetivamente havia roubado, o que significava que Reikle teve um parceiro silencioso e não sabia. Tenso e bem estruturado em sua narrativa, Duke nos conduz por uma intrincada teia de suspense e conta com dois atores, Gould e Plummer, em estado de graça. Diz a lenda que Elliott Gould fez uma exibição especial do filme para Alfred Hitchcock e que ele simplesmente adorou. Exigente como ele sempre foi, não há o que discutir aqui: se Hitchcock aprovou, o que você está esperando para conferir essa pequena joia?

O SÓCIO DO SILÊNCIO (The Silent Partner - Canadá 1978). Direção: Daryl Duke. Elenco: Elliott Gould, Christopher Plummer, Susannah York, Céline Lomez, Michael Kirby, Sean Sullivan, Ken Pogue, John Candy e Gail Dahms-Bonine. Duração: 106 minutos. Distribuição: Versátil.