Bayern faz 8 gols, massacra Barcelona e vai à semifinal da Champions

por Alex Sabino - Folhapress
   
Reprodução/Twitter/@ChampionsLeague

O Barcelona só não teve seu dia de 7 a 1 porque conseguiu anotar duas vezes e levou um a mais. Mas o sentimento foi o mesmo do Brasil diante dos alemães na Copa do Mundo de 2014.

Com um futebol avassalador, o Bayern de Munique (ALE) marcou três vezes em nove minutos ainda no primeiro tempo e avançou para a semifinal da Champions League. Em um dos melhores jogos do ano, a equipe goleou os espanhóis por 8 a 2 nesta sexta (14), em Lisboa.

E tal qual a seleção de Felipão em 2014, o placar poderia ter sido ainda mais elástico para o rival da Alemanha.

O Bayern vai enfrentar Manchester City (ING) ou Lyon, que jogam neste sábado (15), por uma vaga na decisão. A semifinal está marcada para a próxima quarta (19), também em Lisboa, onde estão acontecendo todas as partidas do torneio por causa da pandemia da Covid-19.

A derrota deverá ter sentidos opostos para os dois treinadores. Contratado em janeiro, Quique Setién dificilmente terá força para sobreviver a este placar no comando do Barcelona. São oito meses (cerca de três deles paralisados pelo vírus) em que ele conviveu com resultados ruins, falta de padrão de jogo e boatos de problemas de sua comissão técnica com jogadores.

Setién não conseguiu também achar uma função no time para Antoine Griezmann, a principal contratação antes do início da temporada.

O Barcelona perdeu o título espanhol para o Real Madrid e agora completa cinco anos sem vencer a Champions League. A última conquista aconteceu em 2015, quando Neymar ainda estava no elenco.

É situação oposta a de Hans-Dieter Flick. Chamado como solução interina no Bayern após a passagem de Niko Kovac, ele transformou a temporada do time alemão. Arrancou para o título nacional com folgas, assinou contrato por três anos e agora está a 180 minutos de uma conquista que o clube não obtém desde 2013.

Mais do que os resultados, Flick fez com que atletas sem espaço ou em queda de rendimento voltassem a atuar bem e se tornarem fundamentais. Nenhum tanto quanto Thomas Muller, autor do primeiro gol diante do Barcelona, aos quatro minutos.

Ficar atrás no placar despertou os espanhóis, que conseguiram empate aos 7, com um gol contra de Alaba, e pareciam ter força para obter a virada. Lionel Messi teve um momento de brilho ao costurar a zaga alemã e entrar na área com a bola dominada. Mas finalizou fraco.

O argentino é mais uma incógnita. Ele parece cada vez menos à vontade em um Barcelona que continua forte, mas está a léguas de ser o time que venceu o torneio europeu três vezes entre 2009 e 2015. Seu descontentamento, especialmente com diretores, e os desempenhos na Champions fizeram jornalistas começar a considerar o que antes poderia ser inimaginável: o atacante trocar de clube.

Ninguém sabia até então, mas a jogada de Messi e o chute sem força seriam a pá de cal. A partir daquele momento, o Bayern de Munique foi um rolo compressor. Com trocas de passe, jogadas individuais e movimentação, passaram com facilidade pelos marcadores adversários.

Entre os 22 e 31 minutos do primeiro tempo anotou três gols, com Perisic, Gnabry e Muller. Criou outras chances dali até o final do confronto que tornaram o goleiro ter Stegen um dos melhores do Barcelona. Suárez descontou no início do segundo tempo, mas não havia como aguardar uma reação.

Nenhum lance foi mais sintomático da diferença entre os rivais do que o drible humilhante aplicado por Alphonso Davies em Nelson Semedo no lance do quinto gol, completado para a rede por Kimmich.

Com o confronto já liquidado e ainda 25 minutos por jogar, poderia se esperar que o Bayern tirasse o pé. A partir dos 37, os alemães marcaram mais três vezes, com Lewandowski e Philippe Coutinho (duas vezes), para fechar um momento humilhante para o Barcelona e para seu astro, Lionel Messi.

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