Nobel para Honjo

   

O Japão valoriza os estudos. Algumas vezes de maneira obsessiva, que causam problemas, mas em alguns casos essa busca pelo conhecimento tem o seu reconhecimento.

Recentemente mais um Prêmio Nobel foi concedido à um pesquisador japonês.

Tasuku Honjo (72 anos), pesquisador médico da Universidade de Kyoto, foi até Estocolmo participar das solenidades e receber um prêmio das mãos de Carls Gustavo XVI, rei da Suécia.

Ele vinha aprimorando uma descoberta contra o câncer desde 1992. Descobriu a proteína PD-1, que estimua o sistema imunológico a atacar um tumor cancerígeno, revolucionando alguns tratamentos.

Foi agraciado juntamente com o americano James P. Allison (70 anos) que descobru a proteína CTLA-4, um inibidor do linfócito T.

Com as descobertas, ambos transformaram o campo de pesquisa contra o câncer, com um princípio novo que aproveitam as habilidades do sistema imunológico em combater as células cancerígenas.

Esta é o vigésima sexto Prêmio Nóbel concedido ao Japão, e o quinto na área de Medicina e Fisiologia.

Mesmo com resultados como esse, existem muitas discussões sobre o atual sistema de ensino japonês, que é em período integral desde o primário, com uma infinidade de atividades extra-curriculares que só terminam no fim do ensino médio. Essa atividades acontecem inclusive aos sábados e domingos, não permitindo dias de descanso para os que participantes. Por conta disso, muitos professores também são obrigados a trabalharem os 7 dias da semana, sem direito à horas extras ou remunerações adicionais.

Está feito a confusão.

Nobel Prize